Principais atendimentos

Conheça as principais disfunções e alterações pelas quais a Dra. Débora dedica sua atenção profissional.

Ansiedade generalizada

Grande parte das queixas dos pacientes envolve a sensação subjetiva da ansiedade, acompanhada de seus sintomas físicos. Referem-se a um medo inespecífico, sensação da iminência de uma catástrofe, bem como palpitações, nó na garganta, falta de ar e angústia no peito. Além de preocupações excessivas com o futuro, ideias persistentes sobre a possibilidade de fracassar em projetos da vida e perda da autoconfiança. Também costuma manifestar-se através de insônia, perda do apetite, perda da libido e dificuldade para executar tarefas rotineiras.

Síndrome do pânico

A Síndrome do Pânico é uma patologia em que ocorrem crises recorrentes de extrema ansiedade, mal-estar e medo. A crise de pânico é a experiência crítica da iminência da morte, pela perspectiva do paciente. Uma forte crise de dor no peito, aceleração dos batimentos cardíacos, transpiração excessiva, medo de estar sofrendo um infarto, ou de estar morrendo, são sintomas relatados por pacientes que vivenciaram a crise de pânico.

Esses estados duram por alguns minutos, tendo seu ponto máximo em dez minutos. Aos poucos, o desequilíbrio diminui em intensidade. Várias pessoas procuram serviços de urgência com receio de estar, de fato, sofrendo um ataque cardíaco. Esses pacientes costumam, inclusive, procurar a urgência mais de uma vez, até que seja firmado o diagnóstico de Síndrome do Pânico.

Pessoas com tais sintomas geralmente realizam uma série de exames cardiológicos e passam por vários especialistas, por acreditarem que seu sofrimento é de ordem física, e não psíquica. Grande é o alívio quando o paciente é acolhido e medicado especificamente para seu problema, conseguindo recuperar de forma plena a capacidade para realizar as atividades da vida diária.

Ideação para autoextermínio

É a ideia de colocar um fim em sua própria vida. Quando o paciente desenvolve ideias de morte, coexistem dentro dele o desejo de receber alívio para sua dor emocional e a perda da esperança de dias melhores. Não é um desejo banal, trata-se de uma dor extrema de existir e não encontrar um sentido para seguir vivendo. Várias patologias podem predispor o paciente à ideação suicida e ela, por si só, não é a doença, mas o sintoma de que algo não vai bem com o indivíduo. A partir de uma relação médico-paciente forte e confiável, o diagnóstico e as propostas terapêuticas poderão se estabelecer e reconectar o indivíduo com suas motivações para viver.

Reação aguda ao estresse

É também conhecido como transtorno de adaptação/ajustamento. Ele se confunde por vezes com o transtorno depressivo ou ansiedade generalizada, por apresentar sintomas de angústia, palpitação, melancolia, medo e desesperança. A diferença é que a depressão e a ansiedade produzem todos esses sintomas, porém, o paciente não consegue identificar um evento causador. Já o transtorno de reação aguda ao estresse ocorre após a vivência de uma experiência extremamente desagradável ou traumática.

Os gatilhos para essa condição psíquica podem ser: divórcio; perda de emprego; mudança de residência; hospitalização prolongada; desastres naturais; ou acidentes automobilísticos. Esses sintomas depressivos e ansiosos persistem por mais de três meses após o impacto psicológico. O paciente sofre sérios prejuízos na vida social, no desempenho acadêmico/profissional e no autocuidado. O tratamento pode ser medicamentoso e psicoterápico, especialmente com terapias breves, dirigidas ao evento estressor.

Fobias

É um transtorno ansioso no qual o medo de um objeto, ou de uma situação específica, é persistente e incapacitante. Geralmente são medos irracionais, se analisados pelo senso comum. Podem surgir de forma súbita e persistirem por mais de seis meses. O indivíduo fóbico realiza grandes esforços para evitar situações em que prevê o contato com o objeto de seu pavor.

Quando a evitação ao objeto/situação não é possível, o paciente acometido apresenta sinais marcantes de aflição, com crises semelhantes às de pânico e até perda súbita de consciência. As fobias são divididas em específicas, sociais e agorafobia (que é o medo de lugares públicos). Geralmente, são desencadeadas por situações desagradáveis envolvendo o objeto do medo.

O tratamento se diferencia de acordo com cada fobia, porém, há evidências científicas que apoiam a terapia de exposição, técnicas cognitivo-comportamentais e o tratamento medicamentoso.

Luto

É um estado de perda universalmente conhecido, sempre carregado de grandes emoções: negação da realidade; revolta; conceitos e rituais para reversão da perda (também conhecidas como barganha ou negociação); depressão; e, por fim, a aceitação. Nem sempre os cinco estágios deste modelo de produção do luto – elaborado pela psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross – estarão presentes nos enlutados, no entanto, pelo menos dois dos cinco serão experimentados. O luto é sentido após a morte de um ente querido ou quando o indivíduo recebe o diagnóstico de uma doença terminal. O luto também costuma ser vivido nos divórcios e a cada perda significativa, porém, em intensidades menores.

Transtorno depressivo

Mais conhecido como depressão, este transtorno apresenta sintomas de forte tristeza, melancolia, perda de interesse pelas atividades de lazer, baixa produtividade no trabalho, apatia, prostração, além de falta de dinamismo e iniciativa para qualquer projeto de vida. O indivíduo acometido de depressão também tem pensamentos de ruína, perda da perspectiva de melhora e dúvidas sobre suas capacidades.

Com isso, começa-se a tecer ideias pejorativas sobre si mesmo – a conhecida perda da autoestima. Em alguns casos, a pessoa deprimida descuida de sua aparência e higiene. Pode evitar o contato social, se mostrando mais calada que o habitual. A depressão não tratada expõe o paciente ao risco de suicídio, devido à perda de esperança e de laços com a vida, que costumam ocorrer durante o transtorno depressivo.

TDAH

TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) é um distúrbio neurobiológico crônico que se caracteriza por desatenção, desassossego e impulsividade. Esses sinais devem obrigatoriamente manifestar-se na infância, mas podem perdurar por toda a vida, se não forem devidamente reconhecidos e tratados.

O distúrbio afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e sua prevalência é maior entre os meninos. A dificuldade para manter o foco nas atividades propostas e a agitação motora que caracterizam a síndrome podem prejudicar o aproveitamento escolar e ser responsável por rótulos depreciativos que não correspondem ao potencial psicopedagógico dessas crianças.

Autismo

O autismo é um problema psiquiátrico que costuma ser identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida. O distúrbio afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança.

Alzheimer e demências

A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum e também é um termo geral usado para descrever as condições que ocorrem quando o cérebro não mais consegue funcionar corretamente. O Alzheimer causa problemas na memória, pensamento e comportamento. Nos estágios iniciais, os sintomas de demência podem ser mínimos, mas pioram conforme a doença causa mais danos ao cérebro. A taxa de progresso da doença é variável conforme a pessoa, contudo, pessoas portadoras de Alzheimer vivem em média até oito anos após o início dos sintomas.

Apesar de não haver atualmente tratamentos que impeçam o progresso da doença de Alzheimer, há medicamentos para tratar os sintomas de demência. Nas últimas três décadas, as pesquisas sobre demência proporcionaram uma compreensão muito mais profunda sobre como o Alzheimer afeta o cérebro. Hoje em dia, os pesquisadores continuam a buscar tratamentos mais eficientes e a cura, além de formas para impedir o Alzheimer e melhorar a saúde cerebral.